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O que é UEFI?

A UEFI é mais simples ser entendida como a pura substituta da BIOS,
isto porque pode ser vista como mini sistema operativo, que fica por
cima do hardware e do firmware

Em vez de ser armazenada no firmware, como o BIOS, o código UEFI
é armazenado no diretório /EFI/ na memória não-volátil. Assim, a UEFI
pode estar na memória flash NAND, na placa-mãe, ou pode residir num
disco rígido, ou até mesmo numa partilha da rede.

O resultado é uma experiência de uso bastante aprimorada, com novas
funcionalidades e uma aparência muito mais intuitiva do que a
clássica BIOS oferece. Como possível observar na imagem acima, é possível
utilizar o mouse para navegar pelas opções do UEFI e ter muito mais controle
sobre todas as partes do hardware, permitindo que o usuário comum consiga
fazer o que desejar sem precisar recorrer a um expert da computação, ou
mesmo correr risco de queimar o equipamento.

Essencialmente, a UEFI veio resolver o problema do BIOS. Pode dizer-se
que a UEFI foi a segunda versão, tendo sido a antiga EFI a primeira.
Muito provavelmente, se adquiriu um computador após 2010, terá já a
UEFI em vez do BIOS

Eis aqui algumas características que a UEFI disponibiliza a mais em
relação à BIOS:

  • Inicializa mais rapidamente;
  • Inicializa discos maiores que 2TB, usando o sistema de
    partição GPT;
  • Fornece ao utilizador uma interface gráfica mais avançada;
  • Suporta a utilização de mouse;
  • Inicialização segura (Secure Boot), proteção contra malware
    e rootkits, que operam em ambiente pré-boot.
  • Fornece uma interface modular, independente da arquitetura
    do CPU e também para aplicações e dispositivos baseados
    em drivers EFI (o chamado EBC – EFI Byte-Code)

Com a UEFI nasceu um novo método de inicialização, passando a existir dois modos:

  • Modo de UEFI: Mais recente, requer uma partição separada
    (partição EFI) onde os bootloaders são armazenados.
  • Modo de BIOS: Mais antigo, usado pela BIOS, o gestor de
    inicialização é armazenado, normalmente no ínicio do discos.

Antes da UEFI, a única maneira de instalar um sistema operativo era o
modo BIOS, mas, após a sua implementação, passou a ser o novo
padrão selecionado. Com isto, criou-se uma confusão, pois um sistema
operativo instalado no modo BIOS não pode ser inicializado utilizando
o modo UEFI e vice-versa, sem modificar a instalação ou reinstalar todo
o sistema. Por esse motivo, a UEFI passou a suportar o modo “Legacy”

Legacy Mode

O legacy mode opera como se fosse uma BIOS. Serão perdidos quase todos os benefícios da UEFI, como o Secure Boot ou
Fast Boot, mas a interface gráfica do utilizador manter-se-á.

A única diferença é que a UEFI será capaz de inicializar a partir de discos MBR, sem ser necessária a partição EFI,
e será capaz de inicializar instalações não UEFI. Atualmente, a maioria das placa-mãe já suportam esse modo.

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